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MPF denuncia ex-reitor da UnB

O Ministério Público Federal (MPF) de Brasília denunciou à Justiça o ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, e o ex-diretor da Editora UnB, Alexandre Lima, por formação de quadrilha e peculato. 

A denúncia do MPF acusa o ex-reitor montar uma organização criminosa “para desviar recursos públicos da UnB”, através de repasses às fundações de apoio ligadas à universidade. Elenilde Duarte e Cláudio Machado, ex-funcionários da Editora UnB, também foram denunciados. 

As irregularidades elencadas pelo Ministério Público abarcam supostos desvios de recursos em convênios entra a Fundação Universidade de Brasília (Fubra) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

De acordo com o MPF os desvios ocorreram porque a UnB subcontratou, sem licitação, a Fubra e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área da Saúde (Funsaúde) para prestar serviços de saúde às comunidades indígenas Yanomami, em Roraima, e Xavantes, em Mato Grosso, repassando R$ 67 milhões para as fundações.

O Ministério Público destaca que a UnB montou uma estrutura paralela para administrar os R$ 67 milhões repassados pela Funasa. Com apoio de Mulholland, Alexandre Lima era o principal operador do esquema. Segundo o MPF, o patrimônio pessoal de Lima cresceu 1.148% em cinco anos.  

A denúncia enumera os desvios. Rodrigo Duarte Evangelio, filho de Elenilde Duarte, recebeu R$ 46,7 mil em dois anos. Outros R$ 5 milhões, correspondentes ao valor cobrado a título de taxa de administração, foram desviados da contabilidade das fundações e depositados em conta bancária à parte. 

Notas fiscais compravam que o dinheiro desviado foi utilizado para comprar canetas no valor de R$ 37 mil. Outros R$ 17 mil foram gastos na compra de TVs e DVDs, supostamente destinados às comunidades indígenas, muitas delas localizadas onde nem há energia elétrica. O MPF denuncia que uma das nove TVs de LCD de 32 polegadas adquiridas com o dinheiro desviado foi instalada no quarto da filha de Alexandre Lima. 

A denúncia do MPF vai ser analisada pela 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Se condenados, os acusados podem pegar até 27 anos de cadeia, além do pagamento de multas.

Postado

7.julho | 2008


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