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A universidade cada vez mais perto das pessoas

É um mundo à parte, mas não tem muros. Nele, conhecimento é produzido, sem ficar retido. É assim há 50 anos, completados no sábado, que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) procura trabalhar para integrar o ensino, a pesquisa e a extensão. Mesmo quem nunca pisou na universidade pode ter a vida mudada, ou um hábito alterado por algum projeto desenvolvido por estudantes e professores da UFSC. A instituição tem mais de 5 mil ações de extensão, que levam conhecimento aos locais mais remotos do Estado. É quando aquela pesquisa, que ficou por anos sendo levantada por um professor, ganha sentido e valor para a comunidade. Você vai conhecer quatro casos onde toda essa dedicação fez a diferença.

Sorriso cuidado com carinho

Aos quatro anos, ela carrega um fardo pesado e invisível. É portadora do vírus HIV. Não tem pai, nem mãe e mora com a irmã no Lar Recanto do Carinho, em Florianópolis.

Duas vezes por semana, tem os dentinhos escovados por algum estudante do curso de Odontologia da UFSC. A menina e outras 49 crianças e adolescentes são atendidos pelo projeto de extensão de Educação e Prevenção em Saúde Bucal, coordenado por Sônia Maria Fabri.

Ela se formou na UFSC, retornou à universidade seis anos depois para dar aulas. Em 1996, fez uma pesquisa com outros professores, sobre a manifestação de cáries em crianças portadoras do vírus HIV.

– Por terem que tomar muito medicamento em forma de xaropes, elas tinham alta incidência de cáries profundas.

Dois anos depois, ela começava o projeto no Lar Recanto do Carinho, que se tornou institucional e nunca foi interrompido. Além de ensinarem uma escovação correta às crianças, os 14 estudantes repassam os hábitos que ajudam a ter um sorriso saudável, de maneira divertida, com teatros e brincadeiras.

– A gente chega e eles já correm para abraçar. Eles não têm mais aquele medo de dentista – conta Sônia.

A professora tem guardada, cuidadosamente, a escovinha de cada uma das crianças atendidas e as dedeiras dos bebês de colo. Ela também leva fio dental, pasta de dente e flúor. Dos alunos que são atendidos por Sônia há alguns anos, ela garante que todos tiveram uma melhora significativa na saúde bucal. Além disso, ela também procura ajudar aqueles que precisam de um aparelho, por exemplo.

– Sempre entro em contato com aqueles que já foram meus alunos e peço para eles darem uma forcinha.

Para a aluna Mariáh Luz Lisboa, 21 anos, que sempre quis estudar na UFSC, participar do projeto é uma troca constante.

– Para mim é extremamente gratificante. Acredito que a gente mais aprende do que ensina.

A estudante da quarta fase, Bruna Gonçalves, 19 anos, observa que muitos ali não teriam outra maneira de aprender essas pequenas lições, já que são órfãs, ou foram abandonadas.

A aluna Ândria Milano, 21 anos, comemora ter sido chamada para ser bolsista do projeto.

– Não se trata só de ensinar a escovar o dente, mas de estar aqui conversando de uma maneira descontraída e não autoritária. Além disso, a gente está sempre dando e recebendo carinho.

O aluno Gabriel Xavier da Silva, 20 anos, acredita que por causa do envolvimento com o projeto decidiu a especialização que vai seguir.

– Será pediatria, não tenho mais dúvida.

Manchete

Diário Catarinense
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Postado

20.dezembro | 2010


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