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Mãe e filho, feito cangurus

Sentada entre as incubadoras das filhas Maísa e Mariana, Débora Ritieri Cerqueira, 22 anos, não assiste às gêmeas prematuras, que nasceram de seis meses, apenas pelo acrílico transparente da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Hospital Universitário da UFSC.

As duas ficam aconchegadas cuidadosamente no peito da mãe. É pele com pele. Ali, os dois bebês de apenas 32 centímetros repousam tranquilos, trocando calor com mãe.

Débora, que é professora da Apae, mora em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, e nunca tinha ido à universidade. A jovem mãe comemora os resultados do método. Ela fica em contato com as duas filhas por cerca de 1h30min.

– É bom para mim e para elas que se sentem seguras.

A posição chamada de canguru foi usada pela primeira vez no HU, em 1996. Hoje, Débora está dentro do programa Método Canguru, instituído em 2000 pelo Ministério da Saúde e que ajuda a reduzir em até 10 dias o tempo de internação de bebês abaixo do peso. Com ele, o nascimento de um recém-nascido prematuro ficou mais humanizado. Coordenadora do programa, Zaira Custódio, explica que a posição dos bebês no peito da mãe é apenas um dos aspectos do método.

– As incubadoras são modificadas, a família tem acesso livre aos bebês e reduzimos o barulho dentro das UTIs.

A enfermeira Márcia Borck, do HU, completa:

– Treinamos desde o porteiro até o médico especialista, mudamos a maneira de colocar os tubinhos nos bebês e reduzimos até a quantidade de esparadrapos no corpinho deles.

Por ser adepto à humanização há bastante tempo, o HU foi escolhido pelo Ministério da Saúde para ser um centro de referência e disseminador no Sul do país do método que mudou antigos conceitos. Até hoje, Márcia capacita servidores de outros hospitais para eles aderirem ao programa.

A vendedora Marilene Félix de Jesus, 32 anos, e o filho Júlio César, que nasceu há 10 dias, estão em outra etapa do método. Eles passaram para um quarto amplo que tem quatro leitos.

Nesta etapa, a ideia é que a mãe fique em contato com o filho o máximo de tempo que ela conseguir. De acordo com a enfermeira, nesta fase as mães têm condições de conhecerem melhor o seu bebê, saber o que significa cada chorinho e gestos e aprender a lidar com os pequenos.

– É muito bom. Acho confortável e ele, que nasceu muito abaixo do peso, já engordou. Não conhecia a universidade, nunca tinha vindo aqui, mas todos os profissionais estão de parabéns. A equipe é muito boa e nos ajuda muito – ressalta Marilene, que mora em São José.

Manchete

Diário Catarinense
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Postado

20.dezembro | 2010


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