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Sindicatos ligados ao Andes vão entrar em greve por 48 horas

Professores já decidiram parar nas federais do Ceará, Lavras, Uberlândia, Pará, Paraná, Espírito Santo, Santa Maria, Pelotas e São João del Rei 

Diante dos cortes nos orçamentos das universidades federais e dos ataques à educação pública, associações de docentes se organizam para definir quais as próximas ações de mobilização. Assim como a Apufsc, que realiza na próxima segunda-feira (16) Assembleia Geral, outras entidades representativas dos professores de universidades federais também se reúnem país a fora para discutir e definir que passos tomar.

Entidades ligadas ao Andes-SN estão fazendo assembleias nesta semana para deliberar sobre a Greve Nacional da Educação de 48 horas. O Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do sindicato nacional definiu que a paralisação acontecerá nos dias 2 e 3 de outubro. Já aderiram à greve professores das federais do Ceará, Lavras, Uberlândia, Pará, Paraná, Espírito Santo, Santa Maria, Pelotas e São João del Rei. Outra orientação do Andes foi a realização de um dia de universidade de portas abertas antes da paralisação.

O Proifes, entidade que também representa docentes de instituições federais de ensino, não tem indicativo de greve e, segundo a assessoria de imprensa da Federação, a paralisação é vista pela entidade como “último recurso”. A última reunião do Conselho Deliberativo, que é a instância máxima do Proifes, realizada no dia 1 de setembro, discutiu basicamente ações relacionadas ao Future-se e o tema greve não entrou em pauta. A Federação decidiu manter o trabalho político nas universidades de modo a negar o programa federal e intensificar a articulação com parlamentares.

Em nota, o presidente da entidade, Nilton Brandão, disse que "o Proifes está muito preocupado com os cortes de orçamento das Universidades e Institutos Federais".  "Fica cada dia mais claro que as instituições Federais de Ensino deixarão de funcionar por asfixia." Segundo ele, a direção da Federação está empenhada em construir com as demais entidades da educação, e também  com a União Nacional dos Estudantes, "uma reação da sociedade para salvar o ensino público e a pesquisa do país". "Se a avaliação majoritária for a de que somente a greve é capaz de cumprir este papel, uma vez que o governo não dialoga, o Proifes estará na linha de frente desta luta, junto com os professores e professoras de todo o Brasil". 

Adesão 

Até agora, já aderiram à Greve Nacional da Educação de 48 horas indicada pelo Andes: a ADUFC, que representa os professores da Universidade Federal do Ceará (UFC), a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Lavras, a Associação dos Docentes da Federal de Uberlândia, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Pará (ADUFPA). A  Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes), a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR-SSind), os docentes da Universidade Federal de Pelotas (Adufpel) e do campus sede da Federal de Santa Maria (UFSM) também votaram a favor. 

Com rejeição ao Future-se e solicitação do descontingenciamento imediato de verbas, na UFSM os professores reafirmaram indicativo de greve por tempo indeterminado. O início está previsto para 24 de setembro, mas será avaliado conforme movimentação nacional.

Os docentes da federal do Paraná também foram a favor de um indicativo de greve por tempo indeterminado. Outros encaminhamento da reunião desta terça-feira (10) é a suspensão do vestibular 2020 por conta do projeto orçamentário para o próximo ano que impede o funcionamento das universidades. A Greve de 48 horas também foi aprovada.

Após debate, a Adufes, do Espírito Santo, também se posicionou a favor da greve e indicou uma paralisação nacional nos dias 02 e 03/10. A categoria votou também pela manutenção do indicativo de greve por tempo indeterminado e, ainda, pela realização de uma assembleia unificada (docentes, técnicos e discentes) para discutir os cortes de verbas e o programa Future-se, que prevê a privatização das universidades.

A Associação dos Docentes da Federal de Pelotas (Asufpel), reunindo docentes da UFPel e do Instituto Federal Sul-rio-grandense (Campus Visconte de Graça), aprovou nesta terça-feira (10) adesão à greve de 48 horas. 

Em assembleia no dia 10, a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de São João del Rei também optou por aderir à mobilização e aguardava apenas a definição da data pelo Andes-SN.

Apub aprovou um dia de paralisação: 26 de setembro

A Apub, que representa os professores das Universidades Federais da Bahia,  entre as quais a UFBA, realizou Assembleia Geral no dia 5 de setembro, quando aprovou  um dia de paralisação, em 26 de setembro, no qual será realizada uma Plenária conjunta entre Apub,  Assufba, DCE, UFBA e os sindicatos dos trabalhadores terceirizados da instituição.

Plenária Nacional da Fasubra nos dias 14 e 15 de setembro

A Fasubra (Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) vai promover nos dias 14 e 15 de setembro mais uma Plenária Nacional em Brasília. Na pauta, estão os ataques do governo contra a educação e contra as entidades sindicais, a conjuntura nacional e internacional, impactos do corte da educação, análise do projeto Future-se e reforma da Previdência no Senado.  


Diana Koch e Ilana Cardial

Manchete

Professores já decidiram parar nas federais do Ceará, Lavras, Uberlândia, Pará, Paraná, Espírito Santo, Santa Maria, Pelotas e São João del Rei


Postado

13.setembro | 2019


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